Macaé corre rápido. É obra em um canto, mudança no trânsito no outro, o mercado de trabalho que não para... Mas, no meio desse agito, se a gente não tiver canais de comunicação sérios e robustos, a gente acaba refém do "ouvi dizer".
Em tempos de pós-verdade, um boato tem a mesma cara de uma notícia real. A diferença é que o boato não tem compromisso com o seu bem-estar. Ele quer apenas o seu clique, a sua indignação ou o seu medo.
Quando a cidade não tem uma plataforma de comunicação que "fale a nossa língua" e traga a real sobre o que está acontecendo, quem perde é o morador. A gente vê a cidade mudar, vê as entregas acontecerem, mas sem uma informação clara, fica aquela sensação de: "Será que isso é bom mesmo? Por que fizeram assim?"
Ter acesso à informação de qualidade não é luxo, é direito. É o que nos permite cobrar, elogiar ou simplesmente entender como a nossa rotina vai ser afetada.
O Boato divide: Ele cria confusão e briga de vizinho.
A Informação une: Ela dá segurança para a gente planejar o dia e entender o futuro da nossa Macaé.
Não dá para a gente viver em uma cidade tão importante e moderna sendo guiados por prints de tela de procedência duvidosa. Precisamos de fontes que sejam o nosso "porto seguro". Afinal, uma população bem informada é uma população que ninguém engana.
Vamos valorizar quem comunica com clareza. No fim das contas, a boa comunicação é o que faz a ponte entre a obra que a gente vê na rua e a melhoria que a gente sente no bolso e na vida.
Alex Marreios